Estava pensando em como tudo muda rapidamente. Como um passo de mágica o que estava ali pode não estar mais. Como o tempo é volátil. Ou como o mundo gira e gira, e nunca para.
Parece sempre estar em órbita. Tudo em paz e tranquilo como deve ser. Como o destino caminhando em seus trilhos, ordenadamente. Onde tudo funcionasse como deveria e quando deviria, sem nunca parar, até que se desejasse.
O ponteiro de um relógio em suas voltas continuas e sua dura rotina. Como quase rítmica pode ser o cotidiano do singular. E como as pequenas coisas passam despercebidas em meio à imensidão do grande nada.
Como um ponto de luz pode significar a eternidade. E as memórias imóveis, imutáveis e estagnadas no tempo. Cicatrizes que não se apagam. Como se o “para sempre” existisse e não fosse apenas mais um faz-de-contas, onde a realidade pode ser sonhada.
Quem dera a pouca exatidão dos sentidos em minha cabeça coubesse na realidade do sistema que pouco-a-pouco vai desandando até a lentidão da imperfeição do não poder existir na imensidão de um oceano, cujas águas não têm fim.
No Blog da Ana
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
menos que um mês
a saudade é o que ficou
o ciúme poe fim no que restou
se tão pouco do amor existiu
de tão breve subtraiu
traiu.
foi o suficiente para acabar.
o ciúme poe fim no que restou
se tão pouco do amor existiu
de tão breve subtraiu
traiu.
foi o suficiente para acabar.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
uma boa leitura
"Nao julgue um livro pela capa", ouço isto do meu pai desde pequena. Concordo.
Nunca realmente sabemos o que vamos encontrar no enredo de uma história, a não ser que ela seja contada a nós primeiro. E às vezes mesmo sabendo o fim, podemos nos surpreender, ter uma releitura da mesma história, uma nova interpretação, encará-lo com outra visão... nos fazer acreditar em um novo final.
Claro, existem as resenhas, mas elas nos dão apenas o superficial do livro, o chamado teaser, e quem sabe se aquilo que nos é apresentado é verdade? Quem acredita na capa de um livro?
É difícil imaginar o que vem depois do prefácio ou da carta de apresentação. Esta parte talvez seja a pior do marketing do livro. O autor tenta nos convidar a leitura. É quase como conhecer o pai de seu namorado e ele falar: “Meu filho é perfeito, tem inúmeras qualidades!” Lógico, pois foi ele quem o fez.
Os primeiros capítulos são muito importantes, mas sempre querem te conquistar. Não acredite neles. Nunca mostram realmente a história, apenas no final saberemos como realmente é o livro. Muitas vezes começamos a ler um livro achando ser um romance e do meio para o fim descobrimos que se trata de um suspense.
Ah, o clímax. O ápice do livro. O ponto alto de uma relação. A chegada daquela parte da leitura em que você deseja que dure para sempre. Quando menos espera, ela acaba. E você percebe que duraram apenas algumas páginas, e não capítulos como havia imaginado.
O mais importante mesmo para definir se você gostou ou não de um livro é o final dele. Um fim mal acabado não é bom. Nunca ninguém recomenda, e quando o vê na livraria o crítica para quem estiver por perto ouvir. E ao contraio de um livro com um final surpreendente e emocionante rende bons elogios, boas recordações e recomendações – mesmo que enciumadas.
Mas na verdade é que bons autores com best sellers a venda está cada vez mais difícil de se encontrar.
Talvez partir pra historias em quadrinhos ou crônicas esteja mais fácil.
Afinal, quem acredita em um livro pela capa?
Nunca realmente sabemos o que vamos encontrar no enredo de uma história, a não ser que ela seja contada a nós primeiro. E às vezes mesmo sabendo o fim, podemos nos surpreender, ter uma releitura da mesma história, uma nova interpretação, encará-lo com outra visão... nos fazer acreditar em um novo final.
Claro, existem as resenhas, mas elas nos dão apenas o superficial do livro, o chamado teaser, e quem sabe se aquilo que nos é apresentado é verdade? Quem acredita na capa de um livro?
É difícil imaginar o que vem depois do prefácio ou da carta de apresentação. Esta parte talvez seja a pior do marketing do livro. O autor tenta nos convidar a leitura. É quase como conhecer o pai de seu namorado e ele falar: “Meu filho é perfeito, tem inúmeras qualidades!” Lógico, pois foi ele quem o fez.
Os primeiros capítulos são muito importantes, mas sempre querem te conquistar. Não acredite neles. Nunca mostram realmente a história, apenas no final saberemos como realmente é o livro. Muitas vezes começamos a ler um livro achando ser um romance e do meio para o fim descobrimos que se trata de um suspense.
Ah, o clímax. O ápice do livro. O ponto alto de uma relação. A chegada daquela parte da leitura em que você deseja que dure para sempre. Quando menos espera, ela acaba. E você percebe que duraram apenas algumas páginas, e não capítulos como havia imaginado.
O mais importante mesmo para definir se você gostou ou não de um livro é o final dele. Um fim mal acabado não é bom. Nunca ninguém recomenda, e quando o vê na livraria o crítica para quem estiver por perto ouvir. E ao contraio de um livro com um final surpreendente e emocionante rende bons elogios, boas recordações e recomendações – mesmo que enciumadas.
Mas na verdade é que bons autores com best sellers a venda está cada vez mais difícil de se encontrar.
Talvez partir pra historias em quadrinhos ou crônicas esteja mais fácil.
Afinal, quem acredita em um livro pela capa?
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